A linguagem é angústia? Deve-se lembrar que o futuro nem é de todo nosso, nem de todo não nosso, afim de que não o esperemos como algo que será, nem como algo que não será. Epicuro, Carta a Meneceu Para o segundo Wittgenstein a linguagem não representa estados privados como a dor, apenas funciona como um conjunto de regras de usos variados, um jogo para quem tem as ferramentas à disposição. Se digo que sinto dores, não há como meu interlocutor acessar essa dor, saber de fato se a sinto, se estou mentindo, se uso os termos “sinto dor" como um código para alguém próximo tomar determinada atitude previamente combinada. Portanto também não figura ou representa estados de angústia. E xemplo: Ir ao psicólogo e relatar eventos angustiantes. Não o estou fazendo ter acesso a esses eventos ou a determinada experiência angustiante, nem figurando-os, mas construindo na relação clínica sentidos para minhas experiências. Não sentidos representativos ou figurativos que transmitam diretamen...