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Breve tríptico para uma estética da Noite: uma exposição arbitrária da poética da escritura em poucos  exemplares   I – O simbolismo e a noite A Noite sempre esteve no imaginário da humanidade, tenha o alcance que tiver este conceito moderno, como um símbolo. É talvez primeiro em Hesíodo e sua Teogonia e nos aedos gregos que Nyx , a deusa que representa a noite, filha do Caos, irmã de Érebo , a escuridão, aparece como uma das muitas efígies de imagens míticas, poéticas, físicas, históricas, já que os gregos não separavam a natureza, a phýsis , do mythos , das suas narrativas simbólicas, visto mais claramente nos poemas homéricos e hesiódicos bem como na historicidade das tragédias que recuperam o imaginário dessas narrativas de uma maneira distinta. Ora, a Noite dá saltos para a estética literária moderna. Num conto chamado A Noite , Maupassant abre assim sua pequena narrativa: “Amo a noite com paixão. Amo-a como se ama um país natal ou uma amante, com um amor instintivo, pro...